sexta-feira, 13 de junho de 2014

Flamengo depois da Copa: parte II

2014, ano de Copa do Mundo no país do futebol.
1 mês de parada do Campeonato Brasileiro.
15 dias de férias pros jogadores que, em 9 rodadas, conseguiram apenas 7 pontos.
1 vitória.
Números que atordoam qualquer rubro-negro.

Dentro de campo, as mudanças foram significativas. Carlos Eduardo, A Íngua, voltou à Rússia, nos poupando de jogar fora 500 mil reais por mês. A política de corte de gastos foi implementada, fazendo com que jogadores mal aproveitados vindo de empréstimos, como por exemplo o atacante do Bahia, Feijão, fosse devolvido. 

Fora de campo o negócio também ficou feio. Junto com Jayme de Almeida, o diretor executivo de futebol Paulo Pelaipe, muito criticado pela torcida, também cruzou as portas da Gávea. Recentemente, Wallim Vasconcelos, vice presidente de futebol pediu demissão. Pediu pra sair porque também foi criticado pela torcida, que não via como solução a demissão de Pelaipe e a permanência de Wallim. A camisa pesa também dentro da diretoria. Se não aguenta, pede pra sair. 

Para o cargo de Pelaipe, o Flamengo contratou Felipe Ximenes, ex diretor de futebol do Vitória. Após o 'esporro' dado no vestiário após o primeiro tempo na partida contra o Cruzeiro, quando o Flamengo já perdia por 3 a 0, dá pra levar fé no cara. Infelizmente até agora, ninguém foi contratado. Alguns nomes já foram especulados e tem muito argentino rodando nessa lista do Ximenes. Fora isso, pelo menos uns 6 jogadores estão na forca: Léo Moura, Nixon, João Paulo, Arthur, Márcio Araújo e Chicão têm contratos até o fim do ano. 
(Dessa lista, eu só salvaria Chicão.)

Graças a Deus, estudos comprovaram que o Flamengo não está do jeito que está porque não tem dinheiro. Mas, infelizmente, a compra definitiva de jogadores que de repente podem dar certo e futuramente tendo conclusão negativa, é motivo de gasto de dinheiro com altas multas contratuais. É preciso inteligência e sagacidade para gerir um clube em situação financeira não muito exorbitante e com crises interna e externa.

O fato é: precisamos de contratações. Não dá pra fugir disso. Nossas laterais estão precárias. Léo Moura já não dá conta da posição a algum bom tempo e só serve pra fazer ala, e mesmo assim, mais ou menos. Vejo muitos torcedores o crucificando e o xingando e, sinceramente, fico triste. Apesar do bom futebol estar se esvaindo com a idade, Léo Moura honrou e muito o Manto Sagrado. E, se tem alguém com culpa nessa história, é a diretoria, que continua a renovar com ele todo ano. André Santos nem se fala; entra em campo como se tivesse acabado de acordar, com ressaca, após uma noitada. Arrisco dizer que jogo mais que os dois laterais juntos.

Outra posição carente é o meio-campo. O melhor que temos atualmente é Lucas Mugni (corneteiros gonna hate). Por mais que falem do menino, é o nosso Severino quebra-galho no momento. Estamos precisando daquele cara que arma, que protege a bola, mas que também faz gols. (Estamos precisando de um Adriano?)

Os muitos treinadores-torcedores da internet têm razão. Faríamos de graça o que estão fazendo mal esses dirigentes do Flamengo. Temos esperança para depois da Copa. Pontos em casa foram desperdiçados no início de Brasileirão e não quero sinceramente que eles façam falta. Deem valor ao patrimônio tombado que é essa enorme torcida. 

E nunca duvidem da nossa força. 

SRN. 



Flamengo depois da Copa: parte I

Para retomar os trabalhos com a Flanáticas Futebol Clube, nada mais corrente do que essa nova 'reformulação' do Flamengo para depois da Copa. Os trabalhos estão sendo feitos a curto prazo, dentro e fora do campo. Mas antes, vamos ter um pequeno flashback, retomando a Copa do Brasil de 2013, passando pela fracassada Taça Libertadores, dando um rolé no Estadual até os dias de hoje.






Copa do Brasil 2013: Como vencemos?

Pra começar, Tio Jayme de Almeida fez milagre com aquele time. Nem elenco era, porque pra ser considerado elenco, deve ter estrela, e pelo que eu saiba, não tinha nenhum nome de 'peso' no Flamengo campeão da Copa do Brasil 2013. Era apenas o Flamengo com aquela peregrinação arrastada ao longo dos anos e time pra tentar fugir do rebaixamento. Só que, comparado aos dias de hoje, tínhamos um cara que era o diferencial e carregou a equipe nas costas durante todo o campeonato: Elias. 

Começamos a competição bem subestimados. Hernane superou as expectativas, marcando nos primeiros jogos e deixando muito rubro-negro que estava desmotivado, animado com as atuações do time. Não tínhamos lá um time como o do Cruzeiro, mas estávamos trabalhando pra conquistar a segunda melhor competição nacional. Foram poucos tropeços no meio de muitos degraus que conseguimos subir. O time principal consistia em: Felipe, Léo Moura, Wallace, Samir, André Santos, Amaral, Luiz Antonio, Elias, Carlos Eduardo, Paulinho e Hernane. Olhando para essa escalação no presente ano de 2014, eu não apostaria nem a vida do meu pior inimigo nesse time. 

É muito interessante ressaltar que, na vitória contra o Cruzeiro, o nome do jogo foi Carlos Eduardo. Acho que não preciso falar mais nada. O fato é que, Jayme conseguiu construir um time. Eu jamais presenciei algo tão hipoteticamente impossível de acontecer quanto este time campeão de alguma coisa no ano passado. Foi genial. Eu comemorei cada vitória como se fosse a conquista do título.

E ele veio. Ah, ele veio. 

Com gosto de alívio, como respirar fundo. Finalmente algo notório depois do Brasileirão de 2009. Quase 70 mil apaixonados no Maracanã, nossa casa. Jogo impecável. Elias, o protagonista. 

Ver Elias no imbróglio com o Sporting e logo depois, fechar com o Corinthians, foi duro. Depois de sua saída, o Flamengo nunca mais foi o mesmo.




Taça Libertadores: fracasso, mais uma vez

Depois de um fim de Campeonato Brasileiro conturbado, que durou pelo menos umas 40 rodadas graças ao Fluminense, o Flamengo terminou ali, quase na boca do rebaixamento. A escalação errada de André Santos, custou 4 pontos, que nos deixou quase encrencados (se não fosse pela Portuguesa). Aquele papo de 'time pra brigar pra não ser rebaixado' não era brincadeira. 

Todo mundo sabia que o Flamengo não tinha time pra disputar a Libertadores e que uma possível saída nas oitavas de final não seria surpresa pra ninguém. Sabendo disso, tivemos contratações. A contratação mais pesada e tida como promessa foi Elano. Nessa lista de reforços para a competição tivemos Alecsandro, Léo, Éverton, Feijão, Erazo e Lucas Mugni. Ainda assim era pouco e todo mundo sabia.

Ao longo dos jogos, alguns jogadores já começaram a garantir passe pro departamento médico do clube.  Elano, nossa peça mais importante, foi um dos primeiros a ter o seu.  A partir daí, foram um atrás do outro, desfalcando em campo, fazendo o Flamengo passar vexame, sem gente à altura no banco. Enquanto o time C dava um show no Estadual, que era a competição paralela com um futebol impecável, o time A era um fracasso na nossa Champions League continental. Foi difícil e a eliminação veio.

Ah, ela veio. Veio amarga, pior que boldo.

Trouxe consigo uma vibe negativa que poderia estragar a conquista do Campeonato Estadual, que seria disputado com o arquival, o Vasco. Mas não foi bem isso que aconteceu.




Campeonato Carioca: bem disputado é mais gostoso

A competição paralela à glamourosa Libertadores da América estava sendo disputada com raça. O time considerado C fazia belíssimas partidas e esbanjava entrosamento. 

A campanha do Flamengo foi impecável. Apesar da vitória com um gol mal validado, há quem diga que o Flamengo não mereceu o título. Frase dos hipócritas, pois  mereceu sim. Não por aquela partida em si, mas pela campanha que fez até ela. Liderou o campeonato do início ao fim e mereceu mais que todo mundo a taça. Até porque, foi o que nos restou depois da eliminação da Libertadores.




Campeonato Brasileiro e Jayme de Almeida: bomba relógio

Estava 'escrito nas estrelas'. Só não via quem era cego. A vaga de Jayme ficou comprometida após a eliminação da Libertadores. Os primeiros jogos no Brasileiro bastaram para que a diretoria colocasse a culpa em alguém, e, como sempre a culpa cai pro lado mais frágil, Jayme não tinha como se livrar da situação. A demissão veio.

Ah, ela veio. E ela veio de uma forma como não poderia vir.

O interino, parte da história do clube, que assumiu o time após a derrocada do 'grande' Mano Menezes e que treinou uma equipe subestimada por todos e foi capaz de ganhar a segunda maior competição nacional não poderia ser demitido sem saber. E o pior: com postulante a vaga já contatado. O Flamengo não poderia ter feito pior, foi vergonhoso. Mas foi mais fácil do que demitir 22 jogadores. 

Antes da demissão de Jayme, a maioria dos torcedores o crucificavam por mexer mal no time. Mas, me digam: qual treinador (arrisco dizer que podem palpitar até europeus) faria milagre com Negueba, Nixon, Feijão e cia no banco? 
Resposta: ninguém. 

Ney Franco foi contratado sabendo do abacaxi que cairia em suas mãos. 


Translate